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Passeando pela net esses dias, acabei encontrando esse poema aí em baixo:

She was a Phantom of delight
When first she gleam’d upon my sight;
A lovely Apparition, sent
To be a moment’s ornament:
Her eyes as stars of twilight fair;
Like twilight’s, too, her dusky hair;
But all things else about her drawn
From May-time and the cheerful dawn;
A dancing shape, an image gay,
To haunt, to startle, and waylay.

I saw her upon nearer view,
A Spirit, yet a Woman too!
Her household motions light and free,
And steps of virgin liberty;
A countenance in which did meet
Sweet records, promises as sweet;
A creature not too bright or good
For human nature’s daily food,
For transient sorrows, simple wiles,
Praise, blame, love, kisses, tears, and smiles.

And now I see with eye serene
The very pulse of the machine;
A being breathing thoughtful breath,
A traveller between life and death:
The reason firm, the temperate will,
Endurance, foresight, strength, and skill;
A perfect Woman, nobly plann’d
To warn, to comfort, and command;
And yet a Spirit still, and bright
With something of an angel light.

She was a Phantom of delight – W. Wordsworth

Não vou nem comentar muito, pra não estragar. Mas que é possível ver aí a mulher dos sonhos de qualquer um, isto é inegável!

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Caro leitor, você sabia que o parafuso de Edison é o nome que recebe o mecanismo de ajuste ou de fixação de uma lâmpada incandescente, desenvolvido por Thomas Edison em 1909? Não?! Me neither!

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Só pra constar: o Timão está metendo uma goleada incrível no Goiás! Poesia pura, não?

Adoro! Dia ideal para mim é aquele sem sol algum, com muitas nuvens, e uns poucos pingos de chuva; algo em torno de 18°C. Vento gelado cortando o rosto…

Sei lá, as pessoas ficam mais bonitas, elegantes: ninguém veste aquela regatinha e o shortinho tosco. Querendo ou não, ficam mais bem vestidas. (Homens, em geral, pagam um pau para mulheres bem vestidas! – mesmo que ninguém comente isso).

É um dia mais indoor também (não que o outdoor seja ruim, mas ficamos mais descompromissados com dias assim [eu, pelo menos, fico]). Não falo de ficar entocado no seu ninho, vendo tevê na cama e comendo pipoca… Não! Falo de fazer algo que valha a pena. Ir na casa de algum amigo, ou ele vir até a tua, nem que seja para, sem compromisso algum, bater um papo. Ou até mesmo – por que não? – sair, tomar alguma coisa, comer num restaurante legalzinho. (Vai, até mesmo estudar é mais fácil num dia frio…)

Dias quentes dão preguiça. Dá vontade de ir no parque e perder a tarde inteira lá..

Dias frios, au contraire, te obrigam a fazer algo, sob pena de ficar se deprimindo em casa.

Enfim, paradoxo dos paradoxos, um clima deprimente é que faz o teu dia ficar muito bom!

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Na verdade, o que faz teu dia ficar realmente bom é a atitude com que você o encara… mas deixa pra lá.

Quem nunca assistiu a uma aula mal dada levanta a mão!

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É quase impossível, hoje, assitir a uma aula boa – mas boa mesmo! – em qualquer lugar que seja: no colegial temos a maldita bitolação (?) para se passar no vestibular; não se procura aprender de fato, mas simplesmente decorar e, mais tarde, cuspir tudo numa prova. Deprimente! E na faculdade, se o carinha tiver conseguido cuspir tudo no lugar certo no vestibular, existe outra maldição: a do PowerPoint!

Quando você pensa que vai ser emocionante estudar a fundo a disciplina que você próprio escolheu, que acordar às 6h15 da manhã pra ir pra aula vai ser a coisa mais fácil do mundo – afinal, você tá lá porque gosta daquilo, oras! – vem aquele tiozinho estraga prazer, o professor com sua apresentação de slides que não é atualizada a uns cinco anos. “PQP!” – é a primeira reação de qualquer pesoa normal – “Prof. Dr. Fulaninho me monta uma aula de 150 slides, apaga a luz, e fala como se estivesse cantando pro seu filho dormir! E espera que a gente preste atenção!”

Tá certo que temos que fazer o mínimo para prestar atenção; tá certo que muitas vezes usamos (eu também, infelizmente) isso como desculpa pra qualquer coisa; tá certo que, quando a turma está desinteressada, professor algum consegue dar um jeito… mas não é por isso que ele vai avacalhar também.

E muitos avacalham! Não têm a menor preocupação com a didática, não têm o menor compromisso com o aprendizado do aluno (parece que só vêem a aula como uma conseqüência indesejada do fato de serem contratados pela unversidade), não querem ou não sabem dar aula. Deveriam tomar vergonha na cara: ou aprendem a dar uma aula, ou pedem pra sair (e nem me venham com essa de Tropa de Elite).

E essa situação tem causa conhecidíssima: falta de paixão pelo ensino! Falta de paixão pelo que faz!

Aliás, isso é sintomático em toda a sociedade: falta muita gente apaixonada pelo que faz.

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Conselho aos professores: nunca, em hipótese alguma, descuidem do conforto dos alunos! Uma sala quente é o primeiro passo para se tirar um cochilo…

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E viva Bento XVI! Completou aniversário natalício e pontifical nesta semana.

Começamos, nesta semana, um grupo de filosofia lá em São Paulo. Nada mais elitista, chato e entediante – diriam alguns. E sou obrigado a concordar (!), em parte. Explico. Do jeito que é apresentada, a filosofia é um porre: divagações aparentemente sobre nada, conceitos difíceis e aplicação nula no dia-a-dia.

Mas não deve ser assim! A filosofia tem que ter uma utilidade. Segundo alguns, seria o estudo da sabedoria (de fato, filosofia significa amizade com a sabedoria, ou algo assim); outros dizem que é o uso dessa sabedoria em proveito do homem. Não discordo de nenhum, mas uma outra definição que me agradou bem mais foi que a filosofia é a arte de morrer bem. Não necessariamente de modo heróico, mas, simplesmente, de não morrer como um idiota! (Idiota vem de idem, aquele que só tem a si mesmo dentro da cabeça. Ou seja, idiota é aquele que gastou a vida inteira para si.)

Há pessoas que souberam morrer bem, e deixaram, de alguma forma, esse conhecimento para os outros; estes são os filósofos sensu strictu. Há outras que também souberam morrer bem, mas, por qualquer motivo, não deixaram como fizeram isso; são também filósofos. E há os idiotas.

Esses filósofos souberam viver bem suas vidas, e conseqüentemente morrer bem, porque quiseram, ativa ou passivamente, procurar a verdade, que nada mais é do que querer entender tudo; What is it all about? é a pergunta lema deles. Que é tudo isso, e para que serve? Os filósofos chamam isso de perguntas últimas, os idiotas de babaquice.

Voltando às pessoas normais, elas querem mesmo é entender o mundo, os homens e Deus. E dessa vontade de entender, e da aplicação deste conhecimento, surgem as outras demais ciências: física, biologia, antropologia, engenharias, teologia…

Na real, a filosofia deveria ser para todo mundo. Se existissem mais filósofos (sensu lato mesmo), não existiriam essa geração-MTV, essas modinhas, e todas essas pessoas que possuem capacidade de pensar semelhante a de uma porta. Claro que não desejo que o mundo todo seja uma Academia de Atenas – ia ser chato pra caramba -; desejo, isso sim, que todos pudessem ter um mínimo de cabeça pra pensar, pra procurar algo mais que a sua satisfação pessoal, pra ter, enfim, uma vida boa.

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E “vida boa” aí em cima é algo mais do que beber bons vinhos e viver da aposentadoria, viajando por aí; é muito mais: é ser útil!

Apesar de que beber bons vinhos e viajar por aí é também really cool!

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Ah! E pra lembrar, um filósofo tem que ser, essencialmente, politicamente incorreto.