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Hoje, quando ia caminhando para a USP, vi um carro da Rede Globo no estacionamento do meu instituto. Daí me toquei: “Vieram entrevistar a boba da corte da ciência”! Me enganei… A truã (truona?) estava em Brasília, abraçando garotinhos enganados por ela.

Não vou defender o não-uso de embriões humanos em pesquisas. Já o fiz (não sei se bem, ou tão bem quanto poderia, mas não pretendo dizer as mesmas coisas ditas há três meses atrás).

O que me deixou consternado hoje foi a cara-de-pau dos defensores deste uso, que até pouco tempo atrás vendiam suas “pesquisas” (entre aspas mesmo!) como a salvação da humanidade, e que agora, tão logo tenham “vencido” (mais aspas, por favor…) esta etapa, já não garantem nada a ninguém: talvez amanhã, quem sabe em décadas, mas pode ser que morramos sem ver os resultados… disse, mais ou menos assim, uma das alunas do laboratório do genoma humano, hoje, no Jornal Nacional.

Quer dizer que é anti-ético barrar “pesquisas” que batem de frente com a dignidade humana, mas enganar pessoas em proveito próprio não é? Me engana que eu gosto, professora… (e isto, que acabei de escrever, tem pouco a ver com sentimentalismo, é tão somente the real world, meu caro [como gosta de dizer um amigo meu].)

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Os votos dos ministros me surpreenderam. A princípio fiquei chocado com o do ministro Direito, quando ouvi que ele aceitava a “pesquisa” com algumas restrições. Vi depois que, em seu caso, ele queria era tirar as aspas da pesquisa! Fiquei aliviado. Mas ainda fico meio com o pé atrás diante das restrições propostas pelo ministro… não sei se o uso de embriões humanos, mesmo sem danificá-los, é algo bom. Se eu fosse ministro teria votado era contra o uso de embriões de qualquer maneira. Graças a Deus, não sou!

Dos outros ministros não acompanhei direito, até porque não estava em casa, e nos noticiários não falaram muito à respeito destes. Mas fiquei surpreso com o placar final, 6×5. Não esperava que no STF tivéssemos tantos votos à favor da inconstitucionalidade, ou pelo menos contra o uso indiscriminado dos embriões, dessa lei. “O voto vencido de hoje é o vencedor de amanhã.”, disse Carlos Alberto Direito. De fato, existem boas chances de, no futuro, esses ministros conseguirem enfiar algo no cabeção dos outros seis. É bom saber que, pelo menos, alguns tem bom-senso.

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Se quiserem ler alguma coisa boa, escrita por bons caras, ainda sobre este assunto (e também sobre perseguição ideológica):

O preconceito aceitável

Aos três ministros do Supremo que ainda não votaram: células-tronco embrionárias, a demonização do catolicismo e a ética reduzida ao puro pragmatismo

Inverteram as coisas: jornal pode dar opinião, cidadão não.

E não é que ele existe mesmo?

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Rapidinha1: O blog bateu em 1000 cliques por esses dias… O que me assusta um pouco é que uma boa parte das visitas é de gente que chega através do google pesquisando “como morrer”! Se algumas dessas linhas tortas tiverem servido pra tirar da cabeça deles essa idéia, já me dou por muito satisfeito!

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Rapidinha2: Eu ia comentar sobre o Corinthians de novo, mas acho que fica pra daqui duas semanas, quando ganharmos o campeonato!

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Rapidinha3: Às vezes, é extremamente deprimente morar sozinho: voltar pra casa e não ter ninguém pra conversar, comentar o dia, trocar uma idéia ou outra. Sair da correria da cidade e cair no vazio gelado da sua casa (não, ainda não dá pra chamar de lar…).

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Rapidinha4: Sobre o título do post, fica pra série “Na hora foi engraçado…”. Agora, já não é mais. A vida nem é tão longa assim (quantas coisas ficarão por fazer, hein?); e o futuro, por mais incerto que pareça, tem grande certeza no fim, muito nutrida pela Esperança cristã. Mas isso é papo pra outra hora.

Maio foi o mês das indicações… peço perdão por isso. E também pela minha desorganização e falta de comprometimento com este blog.

Entretanto, seguindo a vocação desse mês, venho convidar meus poucos leitores a um blog que promete muito: Pra não morrer idiota! É um espaço que criamos a pouco, e por isso tem pouco conteúdo no momento, derivado de um grupo de filosofia que iniciamos neste ano. Bom para pensar um pouco!

Mas não se desesperem (Hahaha!) eu continuo escrevendo por aqui, nessa mesma periodicidade incrível!

Maio vai indo embora e não escrevi nenhum post ainda (só pra variar um pouco…).

Mas vou deixar uma sugestão de texto: È morto. Andiamo.

Enjoy!

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Semana sim, semana não, eu ouço falar de Viktor Frankl e seu “Em Busca de Sentido”. Acho que devo lê-lo o mais rápido possível!