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Gostaria de comentar outra notícia, na verdade uma entrevista, que recebi hoje por e-mail: «Humanae Vitae»: profecia científica (na verdade, mesmo!, eu estava pra escrever sobre isso faz um tempo, já, e a entrevista foi só um empurrão final).

Resumindo, é uma entrevista com o presidente da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC), sobre uma encíclica que Paulo VI escreveu há 40 anos, a Humanae Vitae. E nos conta os graves problemas advindos, principalmente, da pílula anticoncepcional.

Além do óbvio problema demográfico que vem surgindo na Europa, onde há mais velhos que jovens, o que gera problemas, além dos sociais, de cunho político-econômico, há também problemas mais sutis, indo de frente a, pelo menos, 5 dos direitos fundamentais do homem reconhecidos pela ONU (aqueles mesmos que estão sendo atacados pela própria instituição): à vida, à saúde, à informação, à educação e à igualdade entre os sexos (penso aí na dignidade, e não nos acidentes). E, ainda, me parecem graves as duas principais acusações do o Dr. Simón Castellví: a de que a pílula, além de ser anticoncepcional, é abortiva! E que tal fato é encobertado pela indústria farmaceutica e pelos governos!

Mas, além de tudo isso, e ainda sobre tudo isso, não me passa pela cabeça as conseqüências advindas do uso da pílula pelo casal (e também pelas menininhas solteiras por aí). Não falo de problemas de saúde ou demográficos, embora não os negue; falo dos problemas no relacionamento, e da cultura que se criou ao redor da pílula anticoncepcional.

Surgiu um modelo de vida a dois (não estou reduzindo a vida a dois só a sexo – sei bem que é muito mais que isso, mas penso que uma vida sexual guiada pelo egoísmo descamba, uma hora ou outra, numa vida conjugal, e depois na vida social, também guiadas por ele) sem sacrifícios, e por isso mesmo sem amor, sempre fechada a uma nova vida, e só disposta a se abrir a ela quando calhar. É estranho ver um casal jovem, recém-casado, que não anuncia a grande felicidade de uma nova criança na família. Aí vem a pergunta: casou pra que, cara pálida? Saciar seus desejos? E o contrário é verdadeiro: dá uma alegria enorme ver aquela família jovem, generosa, com um punhadinho de crianças correndo em volta dos pais.

Enfim, a pílula anticoncepcional parece ser tanto uma das fundadoras dessa sociedade em que hoje vivemos e, ao mesmo tempo, reflexo dessa cultura de egoísmo vivenciada em nossa época.

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Havia me passado despercibido a chegada dessa data, mas hoje se completa exatamente um ano de existência do Ordinária, mas Bonitinha! Parabéns ao blog! E que venham mais anos pela frente.

Fiquei um bom tempo longe do blog devido, em grande parte, a uns problemas pessoais que ocorreram. Em breve pretendo comentá-los, assim como as indicações ao Prêmio Dardos. Agradeço a ambos, Rodolfo e Pedro, pela indicação.

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Mas por ora desejo comentar brevemente uma notícia que recebi por e-mail, vinda de Zenit: A ONU e a ameaça aos direitos humanos.

O que mais espanta não é o cinismo atual da ONU, nem essa nova posição que tomou, diametralmente oposta da que deu início a ela, mas, sem dúvida, é a cara-de-pau da mídia (o quarto poder, como diria um amigo meu) de bater palma, ou pelo menos fazer vista grossa, pra tantas bizarrices que esta instituição vem fazendo contra a humanidade.

Trecho também importante é este, que fala sobre essa mudança da ONU no seu modo de pensar:

De modo que, como salta aos olhos, a visão puramente positivista dos direitos humanos depende finalmente do arbítrio de quem tem a possibilidade de impor a sua concepção própria dos  direitos humanos, já que não há mais nenhuma referência à verdade, concernente à realidade do homem.

De fato, há muito a ONU já não defende a dignidade humana, mas sim grandes interesses externos, não só de governos, mas também de grandes fundações, como os grupos Ford e Rockfeller, dois dos maiores financiadores do aborto no mundo.

Enfim, leiam a entrevista, esclarecedora.