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Gostaria de ter mais tempo para o blog, mas enquanto não me organizo para tanto, vou compartilhar com meus visiantes um post que escrevi para um outro blog em que escrevo, na companhia de alguns amigos:

Que é a ciência? em Pra não morrer como um idiota.

Trata de uma questão, penso eu, neglicenciada nos dias de hoje, que é a importância da filosofia no campo das ciências.

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E ainda devo um post para logo, sobre as Olimpíadas.

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Maio foi o mês das indicações… peço perdão por isso. E também pela minha desorganização e falta de comprometimento com este blog.

Entretanto, seguindo a vocação desse mês, venho convidar meus poucos leitores a um blog que promete muito: Pra não morrer idiota! É um espaço que criamos a pouco, e por isso tem pouco conteúdo no momento, derivado de um grupo de filosofia que iniciamos neste ano. Bom para pensar um pouco!

Mas não se desesperem (Hahaha!) eu continuo escrevendo por aqui, nessa mesma periodicidade incrível!

Começamos, nesta semana, um grupo de filosofia lá em São Paulo. Nada mais elitista, chato e entediante – diriam alguns. E sou obrigado a concordar (!), em parte. Explico. Do jeito que é apresentada, a filosofia é um porre: divagações aparentemente sobre nada, conceitos difíceis e aplicação nula no dia-a-dia.

Mas não deve ser assim! A filosofia tem que ter uma utilidade. Segundo alguns, seria o estudo da sabedoria (de fato, filosofia significa amizade com a sabedoria, ou algo assim); outros dizem que é o uso dessa sabedoria em proveito do homem. Não discordo de nenhum, mas uma outra definição que me agradou bem mais foi que a filosofia é a arte de morrer bem. Não necessariamente de modo heróico, mas, simplesmente, de não morrer como um idiota! (Idiota vem de idem, aquele que só tem a si mesmo dentro da cabeça. Ou seja, idiota é aquele que gastou a vida inteira para si.)

Há pessoas que souberam morrer bem, e deixaram, de alguma forma, esse conhecimento para os outros; estes são os filósofos sensu strictu. Há outras que também souberam morrer bem, mas, por qualquer motivo, não deixaram como fizeram isso; são também filósofos. E há os idiotas.

Esses filósofos souberam viver bem suas vidas, e conseqüentemente morrer bem, porque quiseram, ativa ou passivamente, procurar a verdade, que nada mais é do que querer entender tudo; What is it all about? é a pergunta lema deles. Que é tudo isso, e para que serve? Os filósofos chamam isso de perguntas últimas, os idiotas de babaquice.

Voltando às pessoas normais, elas querem mesmo é entender o mundo, os homens e Deus. E dessa vontade de entender, e da aplicação deste conhecimento, surgem as outras demais ciências: física, biologia, antropologia, engenharias, teologia…

Na real, a filosofia deveria ser para todo mundo. Se existissem mais filósofos (sensu lato mesmo), não existiriam essa geração-MTV, essas modinhas, e todas essas pessoas que possuem capacidade de pensar semelhante a de uma porta. Claro que não desejo que o mundo todo seja uma Academia de Atenas – ia ser chato pra caramba -; desejo, isso sim, que todos pudessem ter um mínimo de cabeça pra pensar, pra procurar algo mais que a sua satisfação pessoal, pra ter, enfim, uma vida boa.

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E “vida boa” aí em cima é algo mais do que beber bons vinhos e viver da aposentadoria, viajando por aí; é muito mais: é ser útil!

Apesar de que beber bons vinhos e viajar por aí é também really cool!

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Ah! E pra lembrar, um filósofo tem que ser, essencialmente, politicamente incorreto.