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Gostaria de ter mais tempo para o blog, mas enquanto não me organizo para tanto, vou compartilhar com meus visiantes um post que escrevi para um outro blog em que escrevo, na companhia de alguns amigos:

Que é a ciência? em Pra não morrer como um idiota.

Trata de uma questão, penso eu, neglicenciada nos dias de hoje, que é a importância da filosofia no campo das ciências.

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E ainda devo um post para logo, sobre as Olimpíadas.

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Começamos, nesta semana, um grupo de filosofia lá em São Paulo. Nada mais elitista, chato e entediante – diriam alguns. E sou obrigado a concordar (!), em parte. Explico. Do jeito que é apresentada, a filosofia é um porre: divagações aparentemente sobre nada, conceitos difíceis e aplicação nula no dia-a-dia.

Mas não deve ser assim! A filosofia tem que ter uma utilidade. Segundo alguns, seria o estudo da sabedoria (de fato, filosofia significa amizade com a sabedoria, ou algo assim); outros dizem que é o uso dessa sabedoria em proveito do homem. Não discordo de nenhum, mas uma outra definição que me agradou bem mais foi que a filosofia é a arte de morrer bem. Não necessariamente de modo heróico, mas, simplesmente, de não morrer como um idiota! (Idiota vem de idem, aquele que só tem a si mesmo dentro da cabeça. Ou seja, idiota é aquele que gastou a vida inteira para si.)

Há pessoas que souberam morrer bem, e deixaram, de alguma forma, esse conhecimento para os outros; estes são os filósofos sensu strictu. Há outras que também souberam morrer bem, mas, por qualquer motivo, não deixaram como fizeram isso; são também filósofos. E há os idiotas.

Esses filósofos souberam viver bem suas vidas, e conseqüentemente morrer bem, porque quiseram, ativa ou passivamente, procurar a verdade, que nada mais é do que querer entender tudo; What is it all about? é a pergunta lema deles. Que é tudo isso, e para que serve? Os filósofos chamam isso de perguntas últimas, os idiotas de babaquice.

Voltando às pessoas normais, elas querem mesmo é entender o mundo, os homens e Deus. E dessa vontade de entender, e da aplicação deste conhecimento, surgem as outras demais ciências: física, biologia, antropologia, engenharias, teologia…

Na real, a filosofia deveria ser para todo mundo. Se existissem mais filósofos (sensu lato mesmo), não existiriam essa geração-MTV, essas modinhas, e todas essas pessoas que possuem capacidade de pensar semelhante a de uma porta. Claro que não desejo que o mundo todo seja uma Academia de Atenas – ia ser chato pra caramba -; desejo, isso sim, que todos pudessem ter um mínimo de cabeça pra pensar, pra procurar algo mais que a sua satisfação pessoal, pra ter, enfim, uma vida boa.

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E “vida boa” aí em cima é algo mais do que beber bons vinhos e viver da aposentadoria, viajando por aí; é muito mais: é ser útil!

Apesar de que beber bons vinhos e viajar por aí é também really cool!

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Ah! E pra lembrar, um filósofo tem que ser, essencialmente, politicamente incorreto.