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Dia de visitar cemitérios, dia de prestar uma homenagem aos nossos que se foram, rezar por suas almas, sentir aquela saudade… Mais do que isso, e através disso, essa tradição encerra coisa sublime: a Esperança de essas pessoas terem alcançado a felicidade e de um dia podermos nos reencontrar com elas.

Mas de onde vem esta Esperança? Por que raios esperamos que essas pessoas estejam no gozo do Pai, e que um dia estaremos lá também? Penso que muito se deve ao modo cristão de encarar a morte, não como fim de nossa existência, nem de um simples ‘acabou’, mas como que uma passagem para a vida eterna, como o término de nosso tempo de prova, de exílio, e a entrada na Morada definitiva. E apesar de muito consoladora esta idéia, é ao mesmo tempo muito exigente!

Se estamos num exílio, é de se esperar que caminhemos para fora dele, que lutemos por sair. Não dá pra pensar que, num passe de mágica (ou qualquer coisa que o valha…), nos veriamos livres dele. Que sentando numa cadeira confortável o resto de nossas vidas poderemos alcançar alguma coisa… Ou dá? Por isso, essa vida presente tem que ser luta, tem que ter esforço, senão não saíremos dessa terra desconhecida e estranha nem por decreto. E em que consiste essa caminhada, essa luta? No óbvio! No fazer bem nossos deveres, no saber amar os que nos rodeiam, no se esforçar por ser bom (e não apenas bonzinho…).

Porém, ainda que estando numa terra estranha, não é lugar só de choro, não. Também existem muitas alegrias para vivermos: se nos tornamos selvagens, se não conseguimos saborear nem umas simples frutinhas colhidas pelo caminho, como saborearemos o banquete que nos foi reservado? Dizem por aí que a felicidade eterna só poderá ser gozada por quem, agora, já a vive em certo grau; e tenho que concordar.

Enfim, apesar de longo o caminho, a caminhada é alegre, mirando sempre (apesar de às vezes desviarmos o olhar) nosso fim, nosso destino, o Céu!